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Mirrorama

Columbus, 2014

 

Quando Mirrorama foi concebido, estava lendo sobre camuflagem e os dazzle ships – navios pintados em padrões ou abstrações geométricas em uso nas I e II Guerras Mundiais. Os efeitos perturbadores dessas pinturas eram usados, não para fazer um objeto desaparecer, mas para criar uma desorientação visual tão grande que tornava impossível identificar os contornos ou dimensões dos barcos.

 

A primeira visita ao Wexner Center for the Arts para pensar um projeto foi uma experiência de natureza semelhante: disruptiva e desorientadora. O projeto icônico de Peter Eisenman é cheio de elementos aparentemente fora do lugar ou sem função, malhas que são sobrepostas e levemente rotacionadas uma sobre a outra, espaços sem nenhuma neutralidade.

 

Parte da exposição Cruzamentos, Contemporary Art in Brazil, Mirrorama ocupou entrada, escadas, saguão e café, revestindo colunas e degraus com lâminas de acrílico espelhado, para aumentar o efeito desorientador desses elementos e de sua inserção no edifício. O único elemento construído, e depois revestido também, foi uma coluna posta no centro do saguão, com altura que sugeria uma continuação da coluna interrompida que havia suspensa sobre as escadas, como se, ali, o processo de erguer-fraturar-deslocar nunca cessasse.

2014

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